Segundo pesquisa, 74% da população prefere alimento convencional ao modificado
Prensa
O Estado de São Paulo, Suplemento Agrícola, Brasil, 31-10-01
Continua a polêmica dos transgênicos
Segundo pesquisa, 74% da população prefere alimento convencional ao modificado
CLÁUDIA VIEGAS
O Instituto Brasileiro de Opinião Pública (Ibope), a pedido do Greenpeace, realizou pesquisa nacional sobre a aceitação dos produtos transgênicos no Brasil, com 2 mil pessoas, com idade acima de 16 anos, nas capitais e no interior. O resultado mostrou que 74% da população prefere consumir um alimento convencional a um produto contendo organismos geneticamente modificados (OGMs). Ou seja, a população rejeita tais produtos por não ter informações suficientes sobre possíveis riscos e danos à saúde e ao meio ambiente.
Apenas 31% dos entrevistados afirmaram ter ouvido falar sobre transgênicos.
Do total dos entrevistados, 91% defendem a rotulagem dos transgênicos. Pelo Decreto 3871-01, a rotulagem não é obrigatória quando o produto tiver até 4% de OGMs.
Resistência - As discussões sobre os OGMs têm sido cada vez mais recorrentes. Recentemente, a Itália realizou conferência mundial que reuniu mais de 150 professores e pesquisadores de várias partes do mundo, debatendo, principalmente, a aceitabilidade por parte de produtores e consumidores, a regulação da biotecnologia, impactos comerciais e ambientais, além de questões sobre os direitos de propriedade intelectual. 
Entre os debates ocorridos merece destaque a resistência da população da União Européia ao consumo de transgênicos. Os produtores defendem que não há evidência científica aceitável sobre possíveis danos ao homem e ao ambiente; os consumidores, porém, argumentam que os riscos existem e são abafados pelos grandes interessados, sobretudo as multinacionais. A soja transgênica, por exemplo, está presente em cerca de 60% da safra americana e em quase 100% da safra argentina.
Com a prática o extenso coquetel de herbicidas foi substituído apenas pelo Roundup, da Monsanto. Um resultado importante, verificado nos países que fazem cultivo de transgênicos, é o aumento das áreas plantadas, por causa da redução dos custos de plantio, aumento da produtividade e praticidade do manejo.
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